Um jornalista brasileiro revelou que foi ameaçado de morte pelo grupo terrorista Hamas após fazer uma reportagem sobre a perseguição contra um líder cristão na Faixa de Gaza. Durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Rodrigo Alvarez, que é católico, contou como foi morar e trabalhar em Israel, cobrindo os conflitos da região. O jornalista foi convidado para ser correspondente na Terra Santa pelo diretor de jornalismo da Globo. “Sempre sonhei. Falei: ‘É agora!’. Fiquei quatro anos, teria ficado mais se não tivesse sido ameaçado de morte. Eu não tinha nenhum plano de sair”, disse ele. Em junho de 2016, Rodrigo fez uma reportagem para o Fantástico denunciando a perseguição contra um padre brasileiro que atuava na Faixa de Gaza. “Fui à Gaza mostrar o trabalho do Padre Mário. A igreja de que o Papa Francisco sempre falava, que ele rezava e ligava até o dia dele morrer era essa igreja. Na época, o padre estava sofrendo ataques”, relatou. “Eu já tinha ido a Gaza algumas vezes, mas fui ali pra conhecer especificamente o trabalho que ele fazia – que não era um trabalho pros católicos nem pros ortodoxos, porque lá a igreja é para todos os cristãos”. Na reportagem, o padre Mário contou que sofria ataques por ser um cristão em uma região islâmica. “Ele me relatou: ‘O homem jogou um coquetel molotov aqui dentro, quebrou meus vidros, destruiu meu carro porque eu sou um cristão e estou numa terra de muçulmanos’. Eu mostrei isso numa grande reportagem do Fantástico”, lembrou o jornalista. Após a matéria ter uma grande repercussão, Rodrigo recebeu uma ligação avisando que o Hamas não havia gostado da matéria e que ele corria risco de morte. “O telefonema tocou no dia seguinte: ‘Rodrigo, o Hamas não está nada satisfeito com você. Eu acho que você não deveria aparecer por aqui’. Porque tem brasileiros no Hamas, né?”, afirmou. Tremendo por sua vida, o jornalista decidiu deixar Israel e voltar para o Brasil. “Não se brinca com o extremismo”, declarou Rodrigo.
Fundador de Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará
Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha e fundador da chamada “Igreja de Lúcifer” no Ceará, foi morto a tiros na manhã da última quinta-feira (20), em Fortaleza. Segundo ele afirmava, a instituição era a primeira do tipo no Ceará e funcionava desde 2023. Nas redes sociais, Luciano também se apresentava como “bispo satânico”. Praticante da chamada quimbanda luciferiana, ele divulgava nas redes sociais registros de rituais, cerimônias e práticas de magia. Como foi o crime Também proprietário de bares, Luciano estava acompanhado de um homem de 21 anos quando o pneu do carro em que estavam furou. Os dois pararam em uma oficina mecânica para realizar o reparo. Segundo informações divulgadas pelo g1, enquanto aguardavam o serviço, um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou vários disparos contra eles. Luciano foi atingido na cabeça e no abdômen e morreu no local. O acompanhante também foi baleado na cabeça e levado em estado grave ao Instituto Doutor José Frota (IJF). O crime aconteceu no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco, no Bairro de Fátima, em Fortaleza. Suspeito preso Horas depois do assassinato, a Polícia Civil do Ceará prendeu em flagrante um homem de 25 anos suspeito de envolvimento no ataque. A prisão ocorreu no Bairro Farias Brito. Com ele, os agentes apreenderam uma pistola, um revólver, munições, uma motocicleta e roupas que teriam sido utilizadas no crime. O suspeito deve responder por homicídio consumado, tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do ataque. Possível ligação com facção Uma das linhas investigadas pela polícia é a possibilidade de o ataque ter relação com uma facção criminosa. Conforme informações obtidas pelo Diário do Nordeste a partir de documentos da investigação, familiares de Luciano relataram em depoimento que o homem que o acompanhava teria dívidas relacionadas a drogas e estaria sendo ameaçado de morte. De acordo com o jornal, a suspeita é de que o ataque possa ter sido ordenado pelo Comando Vermelho (CV) em razão dessas dívidas. A hipótese, porém, ainda está sob investigação e não representa uma conclusão oficial sobre a motivação do crime. Em março de 2025, Luciano havia sido preso em flagrante após uma ocorrência em um de seus estabelecimentos. Posteriormente, tornou-se réu por crimes como ameaça, desacato, corrupção ativa e injúria, segundo informações divulgadas pela imprensa. A 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue responsável pelas investigações do caso.
Ex-cético, influenciador com milhões de seguidores é batizado: Jesus não desistiu de mim
O influenciador britânico Joe Weller, conhecido por milhões de pessoas nas redes sociais, deu mais um passo público em sua caminhada cristã ao ser batizado recentemente. Aos 30 anos, Weller compartilhou o momento do batismo nas redes sociais, cerca de dois meses depois de surpreender seus seguidores ao anunciar que havia entregado sua vida a Jesus. Ao publicar as imagens do batismo em uma piscina, o influenciador contou que sua compreensão sobre o significado do batismo mudou depois de sua experiência de conversão. “Eu costumava pensar que isso era apenas um mergulho bobo na água que não significava nada”, escreveu. Weller afirmou, porém, que passou por uma “renovação espiritual completa” durante sua jornada com Cristo e atribuiu a transformação a ação do Espírito Santo. “Estou muito animado para declarar que fui crucificado com Cristo. Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”, declarou, fazendo referência a Gálatas 2.20. E acrescentou: “A vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”. O britânico ainda expressou gratidão pela mudança que afirma ter experimentado desde que se voltou para Jesus. “Sou muito grato pela liberdade das trevas e dos enganos deste mundo e por ser conduzido pelo Espírito do nosso Criador”, testemunhou. O vídeo do batismo alcançou mais de 1,1 milhão de visualizações, segundo a Premier Christian News. “Fui salvo pelo Senhor Jesus Cristo” A mudança na vida do influenciador veio a público em junho deste ano, quando Weller publicou um vídeo anunciando sua conversão ao cristianismo. “Eu só quero dizer que fui salvo pelo Senhor Jesus Cristo, e isso é a melhor coisa que já aconteceu comigo”, afirmou na ocasião. Weller admitiu que, anteriormente, não acreditava na mensagem cristã. “Nunca pensei que estaria dizendo essas palavras, vindo aqui e declarando isso. Eu achava que era um monte de bobagens. Mas, quando passa a fazer sentido, realmente faz sentido”, contou. Segundo o influenciador, durante anos ele procurou realização e paz em diferentes experiências. “Eu tentei de tudo. Tudo para tentar me sentir verdadeiramente realizado e em paz: espiritualidade, dieta, viagens, trabalho, fama, dinheiro. Tentei tudo o que parecia que poderia funcionar para mim”, relatou. Foi em um período que descreveu como o “fundo do poço” que Weller disse ter se voltado para Jesus. “Ele nunca desistiu de mim. Ele não desistiu quando eu estava no fundo do poço e Ele era o único a quem eu ainda podia recorrer”, testemunhou. O influenciador afirmou que sua experiência com Cristo produziu uma transformação que não havia encontrado nas outras buscas. “Ele realmente me transformou. Ele renovou minha mente. Ele é a verdade, o caminho e a vida que todos nós estamos procurando. Sou muito grato por Ele nunca ter desistido de mim”, declarou. Em outra mensagem publicada após anunciar sua fé, Weller encorajou pessoas que enfrentam suas próprias lutas a buscarem Jesus. “Seja o que for que você esteja enfrentando, existe uma saída, e ela é encontrada quando nos voltamos para Jesus Cristo”, afirmou. Fama na internet Joe Weller construiu sua carreira na internet ao longo de mais de uma década. Seu canal no YouTube foi criado em 2012 e atualmente reúne cerca de 5,32 milhões de inscritos e mais de 1 bilhão de visualizações. O influenciador ficou conhecido por conteúdos de entretenimento, incluindo vídeos de humor, desafios, viagens, futebol e experiências de aventura. Entre suas produções estão desafios físicos e viagens com outros criadores de conteúdo. Weller também se envolveu com música e se tornou um dos nomes conhecidos do boxe entre influenciadores. Em 2018, ele enfrentou o também influenciador britânico KSI em uma luta que ganhou grande repercussão na internet e ajudou a impulsionar o fenômeno do boxe entre criadores digitais. Além dos mais de 5,3 milhões de inscritos no YouTube, Weller possui aproximadamente 2,28 milhões de seguidores no Instagram e 454 mil no TikTok. Somadas, as três plataformas ultrapassam 8 milhões de seguidores e inscritos. Desde a conversão, a fé passou a aparecer também entre os conteúdos do influenciador. Em agosto, seu canal no YouTube publicou o vídeo “How Jesus Christ Saved My…” (“Como Jesus Cristo salvou minha…”, em português), enquanto suas redes sociais passaram a incluir mensagens relacionadas à oração e a sua caminhada cristã.
Rede de fast-food mantém versículos bíblicos nas embalagens em meio a críticas
A famosa rede americana de fast-food In-N-Out Burger continua mantendo referências a versículos da Bíblia em copos e embalagens, uma tradição de décadas após críticas nas redes sociais nos EUA. Publicações recentes questionaram a presença das referências cristãs nos produtos da empresa, enquanto outras manifestações defenderam a liberdade da rede de preservar seus valores. Em meio à repercussão, publicações de conteúdo cristão nas redes sociais afirmaram que a presidente e proprietária da In-N-Out, Lynsi Snyder, teria garantido que manterá os versículos nas embalagens. As referências aparecem discretamente nas embalagens, geralmente apenas com o nome do livro bíblico, capítulo e versículo. Entre as passagens utilizadas ao longo dos anos estão João 3.16, Provérbios 3.5, Apocalipse 3.20 e Provérbios 24.16. A prática não é uma estratégia recente da empresa. Ela remonta à administração de Rich Snyder, tio de Lynsi e filho dos fundadores da In-N-Out. ‘Um toque de sua fé’ Em uma entrevista ao The Christian Post, Lynsi contou que seu tio havia se convertido ao cristianismo quando decidiu acrescentar as referências às embalagens. “Foi meu tio Rich quem colocou os versículos bíblicos nos copos e embalagens no início dos anos 90, pouco antes de falecer”, disse ela. Segundo Lynsi, Rich “tinha acabado de aceitar o Senhor” e queria deixar “um pequeno toque de sua fé” na marca. “É uma empresa familiar e sempre será, e esse é um toque da família”, afirmou. Embora Lynsi situe a iniciativa no início dos anos 1990, outras fontes registram que referências bíblicas começaram a aparecer nas embalagens da rede ainda em 1987. Rich Snyder morreu em 1993, em um acidente aéreo. A tradição, porém, permaneceu. Tradição foi ampliada Ao assumir o comando da empresa, Lynsi não apenas preservou a iniciativa do tio como acrescentou novas referências bíblicas a outros produtos. “Nos anos seguintes, acrescentei versículos à embalagem das batatas fritas e aos copos de café e chocolate quente”, contou ela. A decisão está relacionada às próprias convicções cristãs da empresária, que fala publicamente sobre sua fé em Jesus e sobre a influência do cristianismo em sua vida. Para Lynsi, preservar características estabelecidas por sua família também faz parte da identidade da In-N-Out. Em entrevistas anteriores, ela afirmou que pretende manter os princípios sobre os quais a companhia foi construída, incluindo seus padrões de qualidade, atendimento e valores familiares.
STF inicia ação penal contra Silas Malafaia por declarações em protesto
Na última terça-feira (18), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma ação penal contra o pastor Silas Malafaia por supostas ofensas ao Alto Comando do Exército Brasileiro. Durante a tramitação da ação no STF, o investigado, as testemunhas de acusação e de defesa vão realizar seus depoimentos. No final do processo, os ministros irão julgar e decidir se condenam ou absolvem o réu. Em abril deste ano, a Primeira Turma do STF aceitou parcialmente a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Malafaia se tornou réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, por suas declarações em um ato na Avenida Paulista. Durante discurso no evento, em 6 de abril de 2025, o pastor questionou a atuação dos militares, sem citar nomes. “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou Malafaia, na ocasião. Para a PGR, Silas imputou o crime de prevaricação e o crime militar de covardia ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. Durante a discussão do caso, os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino votaram para aceitar a acusação integralmente. Entretanto, o ministro Cristiano Zanin apresentou divergência e votou para receber a denúncia de forma parcial. A ministra Cármen Lúcia votou da mesma forma que Zanin. Para Zanin, a Procuradoria-Geral da República não mostrou que Silas Malafaia atribuiu ao militar um “fato definido como crime”, o que é exigido para configurar calúnia. “Embora haja referência ao Alto Comando do Exército, que também é composto pelo comandante do Exército, o Comandante Tomás, entendo que a referência foi sobremaneira genérica ao Alto Comando do Exército – genérica tanto em relação à pessoa como também em relação a um fato específico definido como crime”, declarou o ministro. Assim, o crime de calúnia foi desconsiderado e Malafaia vai responder apenas por injúria. Liberdade de expressão Em entrevista à Gazeta do Povo, Silas declarou que não citou o general Paiva e comentou que editoriais dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo contestaram a ação penal. Chamando a denúncia contra ele de “absurda”, o pastor afirmou que usou sua liberdade de expressão, conforme garantido em lei, e que não deveria ser julgado no STF por não ser uma autoridade pública. Silas Malafaia disse que está sendo alvo de perseguição política e religiosa do ministro Alexandre de Morais. “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”, afirmou ele, à Folha de S. Paulo. O advogado Jorge Vacite Neto, que defende Malafaia no caso, afirmou que, ao final do processo, será comprovado que o pastor não cometeu nenhum crime. “As manifestações questionadas ocorreram no exercício da liberdade de expressão e do direito à crítica, dentro de um contexto político e de evidente interesse público. O recebimento da denúncia não representa condenação. A defesa demonstrará, no curso do processo, que crítica, ainda que contundente, não pode ser confundida com crime”, afirmou.
Ex-LGBTs vão às ruas no México para testemunhar transformação: A verdade nos libertou
Ex-LGBTs foram às ruas da capital do México testemunhar a transformação que Jesus fez em suas vidas. Em 8 de agosto, a 5ª Marcha pela Liberdade ex-LGBT reuniu cristãos e ministérios para celebrar a liberdade de Cristo e a sexualidade bíblica. Os participantes caminharam pelas ruas da Cidade do México, com cartazes contando o que Deus realizou em suas vidas. “A verdade nos libertou”, dizia uma das faixas. O ex-trans Francisco Javier Zurita exibiu um cartaz com sua foto do antes e depois de sua conversão. “Muitos homossexuais me ofendem por ter mudado, eu costumava me vestir como mulher, mas não faço mais isso, sou livre em Cristo há 11 anos e isso foi decisivo na minha vida”, testemunhou. Ex-lésbicas também participaram do evento e contaram que encontraram liberdade em Deus. “Deus me transformou com seu amor e pode fazer o mesmo com a sua vida”, disse uma mulher. Outra participante declarou: “Marcho para contar que Jesus tem todo o poder para curar sua alma” Identidade restaurada Segundo os organizadores do evento, a marcha tem o objetivo de divulgar testemunhos pessoais, defender a liberdade de expressão e tornar visíveis aqueles que tiveram sua identidade restaurada pelo Evangelho. “Compartilhamos de que a mudança é real e genuína. Não confrontamos pessoas relacionadas ao movimento gay. Só expressamos o que experimentamos no cristianismo. Enfatizamos que uma mudança de vida é possível”, disse Ana María Luna Rodríguez, representante da marcha, em entrevista ao Christian Daily. Ana María criticou as igrejas que deixaram de pregar a sexualidade bíblica no México. Para a ativista do movimento de ex-LGBTs, a Igreja possui a responsabilidade de acompanhar aqueles que estão enfrentando conflitos em sua identidade e sexualidade.
Deputada cristã é barrada no Reino Unido antes de conferência sobre liberdade religiosa
A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi impedida de entrar no Reino Unido, onde participaria de uma conferência sobre liberdade religiosa e de expressão na Irlanda do Norte. A restrição ocorre meses depois de ela ser condenada pela Suprema Corte da Finlândia por declarações sobre casamento e sexualidade feitas em uma publicação cristã há mais de 20 anos. A condenação foi recebida com preocupação por autoridades e organizações em todo o mundo, incluindo o Departamento de Estado dos EUA e a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), órgão federal independente e bipartidário que monitora violações à liberdade religiosa em outros países. Autorização negada Räsänen, de 66 anos, é médica, ex-ministra do Interior da Finlândia e integrante do Parlamento desde 1995. Ela também faz parte do grupo parlamentar de amizade Finlândia-Reino Unido. A cristã havia recebido inicialmente, em junho, uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA, na sigla em inglês) para entrar no Reino Unido. No entanto, a autorização foi posteriormente cancelada. Segundo a ADF International, organização jurídica que atua em sua defesa, Räsänen foi informada em julho de que não poderia utilizar a autorização para viajar ao país. Ela estava programada para participar presencialmente de eventos nesta semana, incluindo uma conferência sobre liberdade religiosa na Irlanda do Norte, onde falaria justamente sobre liberdade de expressão. Sem autorização para entrar no país, a parlamentar precisou participar de compromissos de forma virtual. Apelo ao governo britânico Depois que sua ETA foi cancelada, Räsänen solicitou um visto completo e escreveu pessoalmente à secretária do Interior britânica, Shabana Mahmood, pedindo uma intervenção para que pudesse participar dos eventos. Segundo a ADF International, ela foi informada de que não receberia uma resposta sobre o pedido de visto a tempo de viajar. “É chocante que o Reino Unido tenha me impedido, uma política democraticamente eleita de um Estado europeu aliado, de entrar no país”, declarou Räsänen. A parlamentar afirmou que sua condenação ocorreu por expressar pacificamente suas convicções cristãs e classificou o caso como uma forma de censura estatal. “Mesmo que essa condenação injusta esteja atualmente sob recurso na Corte Europeia de Direitos Humanos, o Reino Unido provavelmente recusou minha autorização de viagem com base nisso. Ao fazer isso, o Reino Unido está me punindo por exercer meus direitos humanos fundamentais”, afirmou. Ela pediu que Mahmood intervenha para reverter a decisão e permitir sua entrada no país. Condenação por publicação cristã O caso contra Räsänen se arrasta há anos e ganhou repercussão internacional por envolver a liberdade de expressão religiosa. Em março deste ano, a Suprema Corte da Finlândia manteve, por unanimidade, sua absolvição em relação a uma publicação de 2019 nas redes sociais na qual ela citou um versículo bíblico ao questionar o apoio da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia a um evento LGBT. Porém, em uma decisão apertada de 3 votos a 2, o tribunal a condenou por trechos de um livreto cristão publicado originalmente em 2004, no qual apresentou ensinamentos bíblicos sobre casamento e sexualidade. A condenação foi pelo ato de tornar público e manter disponível um texto considerado ofensivo a um grupo. Räsänen recebeu uma multa equivalente a 20 dias de renda. O bispo luterano Juhana Pohjola, responsável pela publicação do livreto, também foi condenado no mesmo processo. Räsänen, Pohjola e a Luther Foundation Finland recorreram à Corte Europeia de Direitos Humanos. A defesa é apoiada pela ADF International. Bispo também foi impedido de entrar A restrição britânica não atingiu apenas Räsänen. Pohjola também foi impedido de entrar no Reino Unido após ter seu pedido de ETA negado em junho. De acordo com o Ministério do Interior britânico, é prática padrão recusar ou cancelar uma ETA quando o requerente declara uma condenação criminal ocorrida nos últimos 12 meses. O órgão afirmou à imprensa britânica que não comenta rotineiramente casos individuais. Garantia da liberdade religiosa A ADF International, porém, manifestou preocupação com o impacto de legislações de “discurso de ódio” sobre manifestações religiosas pacíficas. Kristen Waggoner, CEO da ADF, afirmou que o governo britânico deveria agir para permitir a entrada da parlamentar e alertou para as consequências internacionais da condenação. O caso de Räsänen tem provocado discussões sobre os limites entre leis contra discurso de ódio e as garantias de liberdade religiosa e de expressão na Europa. Para a parlamentar, as consequências de sua condenação agora ultrapassam as fronteiras da Finlândia. Anteriormente, ela afirmou que sua maior preocupação é que decisões desse tipo possam gerar “incerteza, confusão e medo” entre pessoas que desejam exercer pacificamente sua liberdade de expressão e de fé.
20 países africanos apoiam carta em defesa do casamento entre homem e mulher
Representantes de 20 países africanos endossaram um documento elaborado a partir de uma série de conferências interparlamentares no continente que reafirma o casamento entre homem e mulher, rejeita o aborto como um direito internacional e defende a soberania das nações na elaboração de políticas sobre família. A Carta Africana sobre Família, Soberania e Valores começou a ser desenvolvida em encontros realizados em Uganda entre 2023 e 2025. O documento foi lançado em versão preliminar em maio de 2025, em Entebbe, por parlamentares representantes de 28 países africanos, em parceria com a African Bar Association e a Foundation for African Cultural Heritage. A Carta foi formalmente apoiada durante uma conferência realizada em Acra, capital de Gana, e reúne princípios relacionados à família, recursos naturais, agricultura, comércio e participação em acordos internacionais. Segundo seus defensores, a iniciativa busca garantir que os países africanos possam estabelecer suas próprias leis e políticas sem sofrer pressões externas, especialmente por meio de acordos internacionais, programas de ajuda e relações diplomáticas. Entre suas principais disposições, o documento reconhece os seres humanos como homens ou mulheres e apresenta diretrizes relacionadas à proteção da família e à defesa da vida. Defesa da vida e da família No Artigo 7, o documento afirma que “não existe um direito internacional ao aborto”, contestando iniciativas que procuram enquadrar o procedimento como parte dos chamados direitos de saúde sexual e reprodutiva. O Artigo 4 também propõe a identificação e revisão de legislações consideradas prejudiciais à família. A Carta ainda se posiciona contra a legalização da prostituição e políticas relacionadas à identidade de gênero. Segundo a organização pró-vida britânica Society for the Protection of Unborn Children (SPUC), o documento também rejeita tentativas de introduzir essas agendas por meio de tratados e compromissos internacionais. Para os apoiadores, a iniciativa representa uma reação à influência exercida por governos e instituições ocidentais sobre políticas sociais no continente africano. John Deighan, diretor executivo da SPUC, comemorou a adesão dos países e afirmou que nações africanas vêm sendo pressionadas a aceitar políticas ocidentais relacionadas ao aborto e à sexualidade. “O desenvolvimento nunca será análogo à liberalização do aborto e ao desmantelamento das estruturas familiares tradicionais”, disse Deighan. Soberania africana A Carta vai além das questões relacionadas à família. O documento também defende maior autonomia econômica dos países africanos. Entre as propostas estão a proteção de sementes nativas e dos sistemas agrícolas administrados pelos próprios agricultores, maior controle sobre os recursos naturais e redução da dependência da exportação de matérias-primas sem processamento. O texto também defende a retirada de obstáculos ao comércio entre países africanos e questiona a forma como determinados acordos internacionais são negociados. Segundo os defensores da Carta, representantes africanos podem receber documentos complexos sem tempo suficiente para avaliar suas consequências. A proposta, portanto, relaciona a defesa da família à ideia mais ampla de autodeterminação, sustentando que as nações africanas devem ter liberdade para estabelecer suas leis, instituições sociais e políticas econômicas sem coerção externa. África do Sul não aderiu Embora 20 países tenham apoiado o documento, a África do Sul decidiu não o endossar. Segundo as informações, o governo sul-africano considerou que algumas disposições entram em conflito com garantias previstas na Constituição do país, incluindo o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Carta também recebeu críticas de organizações favoráveis ao aborto e aos direitos LGBT, que argumentam que suas propostas podem restringir direitos já reconhecidos. Por outro lado, seus defensores afirmam que a iniciativa expressa valores presentes em diversas sociedades africanas e reforça o direito dos países do continente de decidir suas próprias políticas sobre vida, família e questões sociais. O endosso à Carta ocorre em meio a um debate crescente sobre a relação entre países africanos e instituições ocidentais em temas sociais e éticos.
Alemanha, França e Itália lideram crimes contra cristãos na Europa em 2026
A Alemanha é o país europeu com o maior número de crimes de ódio contra cristãos registrados em 2026, segundo uma análise de dados divulgada pelo Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europe). Entre janeiro e julho deste ano, a organização contabilizou 63 crimes de ódio anticristãos na Alemanha. Na sequência aparecem a França, com 59 ocorrências, e a Itália, com 54. Os dados são compilados mensalmente pelo OIDAC Europe a partir de pesquisas próprias, registros policiais e informações de outras organizações. Segundo o observatório, sua missão visa “contribuir para uma Europa onde os cristãos possam exercer plenamente seus direitos fundamentais à liberdade de religião, consciência, expressão e associação, sem medo de represálias, censura, ameaças ou violência”. 40 casos em apenas um mês Somente em julho, 40 crimes de ódio anticristãos foram documentados em diferentes países europeus, tendo como alvos igrejas e outros locais de culto, símbolos religiosos, cemitérios, líderes religiosos, fiéis, convertidos ao cristianismo e outros indivíduos cristãos. A Alemanha também liderou os registros naquele mês, com 15 ocorrências, seguida pela França, com 10; Itália, com cinco; Reino Unido, com três; e Polônia, com duas. Áustria, Finlândia, Irlanda, Turquia e Bósnia e Herzegovina tiveram um caso registrado cada. O vandalismo foi a ocorrência mais frequente em julho, com 18 casos. Também foram contabilizados oito ataques relacionados a incêndios criminosos, sete profanações, dois episódios de violência física, duas ameaças, dois furtos de objetos religiosos e um caso que envolveu vandalismo e violência. O número registrado em julho repetiu o total observado em junho, quando também foram documentadas 40 ocorrências. O maior número mensal de 2026 até agora foi registrado em março, com 41 casos. Igrejas profanadas e vandalizadas Na Alemanha, diferentes igrejas foram alvo de profanações. Entre os episódios registrados está um incêndio em um centro comunitário luterano em Gladbeck-Brauck, que ficou gravemente danificado. Segundo a polícia, há suspeita de que o fogo tenha sido provocado deliberadamente. O incêndio começou por volta das 5h do dia 12 de maio de 2026, no salão paroquial da comunidade protestante Petrusgemeinde. Na Igreja Católica St. Johann, em Bad Dürrheim, um homem de 40 anos deixou excrementos no interior do templo e danificou o local enquanto estava sob efeito de álcool. Em outra ocorrência, fezes de cachorro foram colocadas diante do altar da Igreja St. Giles, em Wörth am Rhein. Em 13 de maio de 2026, uma tentativa de incêndio criminoso foi registrada em uma igreja em Delmenhorst, na Baixa Saxônia. Indivíduos não identificados atearam fogo em Bíblias, hinários e outros textos bíblicos colocados sobre uma mesa, provocando fumaça e risco de o fogo se espalhar pelo templo. Tentativa de incêndio criminoso em igreja de Delmenhorst, na Alemanha, envolveu a queima de Bíblias e hinários. (Foto: OIDAC Europe) Na França, a Igreja St. Symphorien, em Chambray-lès-Tours, também foi profanada com excrementos próximos à entrada. Em Breil-sur-Roya, uma igreja recebeu um bilhete com uma ameaça relacionada à queima do templo. Na Itália, uma igreja histórica em Legnano foi vandalizada durante a noite com grafites obscenos e blasfemos, provocando indignação entre os cristãos. Moradores descreveram o episódio como um grave ataque a um local profundamente ligado à identidade religiosa e cultural da cidade. O relatório ainda menciona um plano inspirado pelo Estado Islâmico (ISIS), no qual um adolescente pretendia realizar um ataque incendiário contra uma igreja cristã independente em Hamm, na Alemanha. ‘Padrão persistente de ataques’ Ao avaliar os registros de julho, o OIDAC Europe afirmou que os dados demonstram a continuidade de ataques contra locais de culto, símbolos religiosos, comunidades cristãs e manifestações visíveis da fé cristã em diferentes partes da Europa. Os números atuais dão continuidade a uma tendência já observada nos levantamentos anuais. No relatório mais recente, referente a 2024, o observatório documentou 2.211 crimes de ódio anticristãos na Europa. França, Reino Unido e Alemanha figuravam historicamente entre os países mais afetados. Na França, dados oficiais também apontam crescimento recente. O Ministério do Interior francês informou que 843 atos anticristãos foram registrados em 2025, aumento de 9% em comparação com 2024. Cerca de 87% atingiram bens, enquanto agressões físicas ou verbais e manifestações de ódio online aumentaram 70% no período.
Organização pró-vida é ameaçada de processo por chamar aborto de assassinato
A organização pró-vida americana Live Action está enfrentando uma ameaça de ação judicial após classificar o aborto como o ato de matar uma criança ainda não nascida. A fundadora e presidente do grupo, Lila Rose, afirmou que não pretende mudar a linguagem usada pela entidade diante das pressões legais. No mês passado, a Live Action recebeu uma notificação extrajudicial da Amplify Legal, ligada à organização Abortion in America. O documento exigia que o grupo interrompesse o que chamou de uma “campanha maliciosa de desinformação” e retirasse declarações consideradas difamatórias contra 13 clientes representadas pela organização. Segundo a Amplify Legal, conteúdos publicados pela Live Action em artigos, vídeos e redes sociais teriam retratado mulheres que passaram por abortos como “assassinas”. A entidade afirma ainda que algumas delas teriam recebido ameaças de morte após a divulgação dos conteúdos. BREAKINGA George Soros-backed law firm is threatening @LiveAction, demanding we retract statements where abortion is described as “killing” preborn children.Our answer is No.Threats will not stop us from calling abortion what it is or from fighting for the right of every… pic.twitter.com/7Go3knSrTp — Lila Rose (@LilaGraceRose) August 17, 2026 A notificação estabeleceu prazo até 28 de julho para que a Live Action removesse o material questionado e publicasse um pedido de desculpas. A organização pró-vida, porém, rejeitou as exigências. “Aborto é um ato de matar. Ele encerra deliberadamente a vida de uma criança humana viva”, declarou Lila Rose. Para a ativista, a disputa também envolve a maneira como o aborto é apresentado à sociedade. Segundo ela, ativistas favoráveis ao procedimento procuram controlar a linguagem empregada no debate. “Eles querem colocar o aborto além do julgamento moral, mesmo quando a criança visada é deficiente ou recebeu um diagnóstico difícil. Eles sabem que controlar a linguagem é essencial para tornar o aborto mais fácil de aceitar, porque as pessoas entendem intuitivamente que o aborto mata uma criança e que todo bebê merece uma chance de viver”, afirmou. ‘Não vamos ser pressionados’ Lila também declarou que a Live Action continuará defendendo crianças ainda não nascidas e não aceitará substituir os termos que considera adequados para descrever o aborto. “Não seremos pressionados a usar uma linguagem que esconda o que o aborto faz ou que torne mais fácil aceitar a morte de uma criança ainda não nascida”, afirmou. A líder pró-vida acrescentou que as ameaças legais não alterarão a missão da organização. “As ameaças não nos impedirão de chamar o aborto pelo que ele é ou de lutar pelo direito de toda criança viver. Continuaremos lutando e venceremos”, declarou. Segundo Lila, os americanos têm o direito de expressar publicamente suas convicções sobre o aborto sem receio de serem levados aos tribunais por isso. “Essas crianças são seres humanos. Suas vidas têm dignidade e elas têm o direito de viver. Os americanos têm todo o direito de dizer isso aberta e enfaticamente, sem medo de serem arrastados para o tribunal por se recusarem a adotar a linguagem enganosa preferida pelos ativistas do aborto”, disse. Liberdade de expressão A Live Action está sendo representada juridicamente pela Thomas More Society, organização jurídica que atua em causas relacionadas à vida, família e liberdade religiosa. Em comunicado divulgado na segunda-feira (17), os advogados afirmaram que a Live Action não interromperá sua cobertura sobre o aborto, não excluirá seu arquivo nem retirará aquilo que considera opinião protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. “Live Action não deixará de noticiar sobre o aborto. Não deixará de expressar a opinião – compartilhada por dezenas de milhões de americanos e pelo movimento pró-vida – de que o aborto tira a vida de um ser humano vivo e pode ser descrito corretamente como ‘matar’”, afirmou a defesa. Peter Breen, vice-presidente executivo e chefe de litígios da Thomas More Society, classificou a notificação como uma tentativa de silenciar o discurso pró-vida. Segundo o advogado, a Amplify Legal não apresentou decisões judiciais que sustentem uma proibição de que defensores da vida utilizem o termo “matar” ao se referirem ao aborto. Breen também destacou que a própria Suprema Corte americana já empregou o termo em decisões relacionadas ao tema. “Estamos orgulhosos de defender o trabalho jornalístico da Live Action e seu direito de falar livre e claramente sobre a questão social mais controversa do nosso tempo”, afirmou. A Live Action declarou que continuará produzindo conteúdos sobre aborto e defendendo o direito à vida de crianças nascidas e ainda não nascidas.