O Senado Federal criou uma frente parlamentar para defender a liberdade religiosa de psicólogos cristãos. O projeto que institui a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos foi aprovado no Plenário e promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), na última sexta-feira (29). A resolução, de autoria do senador Magno Malta (PL), tem o propósito de “promover, acompanhar e defender o respeito aos direitos fundamentais no exercício da psicologia”. Como a frente é mista, qualquer senador e deputado poderá fazer parte dela. A frente parlamentar será coordenada por um presidente ou vice-presidentes, escolhidos entre os integrantes. Objetivos da frente Conforme o texto, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos terá diversos objetivos. O primeiro é “defender a liberdade de consciência, de crença e de manifestação religiosa no exercício profissional”, baseado no artigo 5º da Constituição Brasileira. O grupo também pretende “promover o reconhecimento de que a religiosidade faz parte da identidade pessoal e não deve ser separada da atuação profissional e “acompanhar e fiscalizar a atuação de conselhos profissionais e demais órgãos reguladores” para combater normas que imponham restrições desproporcionais “ao exercício profissional por motivos religiosos”. Além disso, a frente vai promover o debate sobre os limites do poder regulamentar de entidades de classe, principalmente em casos que possam violar a liberdade religiosa e a dignidade humana de psicólogos. “Os psicólogos cristãos não estão sozinhos” Para o senador Eduardo Girão, relator do projeto, a iniciativa é uma forma legítima e constitucional de “contribuir para o equilíbrio entre a regulação profissional e a preservação das liberdades individuais”. Em vídeo compartilhado no Instagram, o senador Magno Malta comemorou a criação da frente. “Vitória para os psicólogos cristãos do Brasil! Uma conquista histórica para homens e mulheres que têm sido perseguidos simplesmente por professarem a sua fé e defenderem aquilo em que acreditam”, afirmou. “Ninguém pode ser silenciado, perseguido ou ameaçado por carregar os valores cristãos no coração. O Brasil não nasceu para censurar a fé de ninguém. Hoje demos um recado claro: os psicólogos cristãos não estão sozinhos”, enfatizou.
Senado derruba resolução sobre aborto legal em menores sem a autorização dos pais
O Senado Federal derrubou uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre aborto legal em menores de idade, na terça-feira (2). O projeto de decreto legislativo (PDL) que anulou a norma do Conanda foi aprovado em votação simbólica no plenário. O texto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL) e com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos), já havia passado pela Câmara dos Deputados e entrou em vigor imediatamente, sem precisar de sanção do presidente. A resolução da Conanda, publicada em janeiro de 2025, estabelecia um processo de atendimento rápido para facilitar o aborto legal em meninas e adolescentes vítimas de estupro, sem a necessidade do conhecimento dos pais das menores, boletim de ocorrência ou autorização judicial. Conforme a medida, todos os agentes do poder público deveriam informar sobre a possibilidade do aborto. Não seria apresentada a possibilidade de deixar o bebê nascer e ser adotado. O texto também afirmava que “o limite de tempo gestacional para a realização do aborto não possuiria previsão legal”, facilitando a interrupção de gravidez até o nono mês. Responsabilização dos abusadores A deputada Chris Tonietto afirmou que a derrubada da resolução foi uma vitória, porque representa “um passo muito importante na luta contra a cultura da morte e do descarte”. “A aprovação do nosso PDL interrompeu o avanço de uma agenda abortista. Uma resolução que não previa limite gestacional, aprovada sem debate legislativo, sem a participação das famílias e sem exigir registro de ocorrência para investigar o estuprador, não era sobre proteção à criança”, declarou. Segundo ela, a ala conservadora do Congresso quer a “investigação, punição e responsabilização” dos abusadores de menores. “Até porque quem protege estuprador é quem não quer exigir o boletim de ocorrência para prender o agressor e quem historicamente sempre votou contra o aumento de pena para estuprador”, comentou. E destacou: “Hoje o Congresso e o povo brasileiro disseram: o bebê tem direito a nascer, toda vida é digna”. “Lute contra o abuso, não pelo aborto” A senadora Damares Alves, que havia entrado com uma ação judicial contra a resolução do Conanda em 2025, também celebrou a derrubada. “Nenhuma menina tem que ser abusada. Com o coração transbordando de alívio e gratidão, celebramos a aprovação do nosso PDL no plenário do Senado!”, afirmou, em postagem no Instagram. “Desde o início, fiz questão de destacar que esse projeto não é uma guerra de força, mas sim um esforço verdadeiro para dizer que estamos aqui para ajudar o Conanda a construir uma proposta que seja realmente viável e adequada. Nós não suportamos mais a triste realidade do estupro de meninos e meninas no Brasil”. E ressaltou: “A nossa mensagem ecoou e venceu: Lute contra o abuso, não pelo aborto”.
Arqueólogos encontram em túmulos romanos raro corante púrpura mencionado na Bíblia
Um grupo de arqueólogos encontrou o raro corante púrpura, mencionado na Bíblia diversas vezes, na Inglaterra. A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de York na cidade inglesa de York, recentemente. Vestígios do corante roxo foram achados em locais de sepultamento de dois bebês romanos na Inglaterra. Os túmulos datam do final do século III ou início do século IV d.C, quando York era uma província do Império Romano. Um bebê estava sepultado ao lado de dois adultos em um caixão de pedra e o outro estava enterrado em um caixão de chumbo. Usando testes químicos, os pesquisadores descobriram vestígios de púrpura nos restos mortais preservados e nos tecidos dos sepultamentos. “Os bebês estavam envoltos em um fino tecido de púrpura tirio adornado com fios de ouro — um tecido do mais alto status e luxo possível conhecido no mundo romano”, relatou a Universidade de York, em um comunicado em 30 de abril. Os estudiosos acreditam que os bebês eram de famílias de alta posição social já que o tecido roxo era “normalmente reservado para imperadores e membros da aristocracia”. “Durante o período romano, o corante era uma mercadoria avaliada a até três vezes o preço do ouro”, explicou a universidade. Segundo os estudiosos, os tecidos sobreviveram ao tempo graças ao ritual romano de derramar gesso líquido sobre os corpos vestidos dos mortos. “O gesso endureceu gradualmente, protegendo marcas e fragmentos de têxteis, bem como os corantes e substâncias originalmente presentes nos tecidos”, afirmaram. É a primeira vez que vestígios de púrpura foram encontrados em restos têxteis romanos em York e um dos poucos casos de descoberta do corante no Reino Unido. “Pela primeira vez, agora temos confirmação do uso deste corante caro na York romana, indicando que os habitantes ricos da cidade tinham acesso a mercadorias caras e exóticas do outro lado do império”, declarou a professora Maureen Carroll, diretora de projeto do Departamento de Arqueologia da Universidade de York. Menções na Bíblia Extraído das conchas de determinados moluscos, o corante roxo era altamente valorizado na antiguidade e aparece em várias passagens bíblicas. Atos 16:14, por exemplo, menciona uma comerciante associada a esse precioso pigmento. “Uma das que ouviam era uma mulher da cidade de Tiatira chamada Lídia, comerciante de tecidos púrpura”, diz o versículo. “Ela era adoradora de Deus. O Senhor abriu seu coração para que respondesse à mensagem de Paulo.” Em Marcos 15:17, os captores de Jesus o vestiram com um manto roxo como forma de escárnio, explorando a associação da cor à realeza para ridicularizá-lo. “E o vestiram com um manto púrpura; e, depois de trançar alguns espinhos formando uma coroa, a colocaram sobre ele”, diz o versículo. Em entrevista à New Scientist, o arqueólogo Golan Shalvi explicou que, ao serem esmagados, os moluscos liberavam um fluido esverdeado que, ao oxidar, adquiria a tonalidade roxa. “No entanto, para transformá-lo em um corante real – capaz de se ligar quimicamente aos tecidos – ele precisa passar por uma solução complexa por meio de várias etapas químicas”, explicou Salvi.
Estudo com pacientes indica que 5 minutos de oração podem melhorar dor e ansiedade
Pacientes adultos apresentaram uma redução significativa na dor e na ansiedade após apenas cinco minutos de oração realizada presencialmente, de acordo com um ensaio clínico randomizado. O estudo, conduzido por pesquisadores do Departamento de Medicina Familiar e Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, comparou os efeitos da oração presencial aos de simplesmente ouvir música e constatou que a oração ofereceu um alívio mais intenso e duradouro para ambos os sintomas. “A oração é poderosa e benéfica em muitos níveis”, disse Jesse Bradley, pastor da Grace Community Church em Washington, à Fox News Digital. A oração é a prática de medicina complementar mais adotada nos EUA, sendo utilizada por 43% da população, de acordo com o estudo. Os pesquisadores se concentraram em uma prática chamada oração intercessória proximal (PIP, na sigla em inglês), caracterizada como uma forma de oração presencial, realizada cara a cara e direcionada especificamente ao bem-estar de outra pessoa. Todos os participantes haviam relatado anteriormente sentir dor moderada a intensa, ansiedade ou ambas. Segundo o comunicado, a equipe recrutou 180 pacientes adultos que estavam na sala de espera de um consultório de medicina familiar. Oração versus música Após as consultas de rotina, os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um grupo recebeu cinco minutos de oração cristã presencial conduzida por um voluntário treinado, enquanto o outro passou cinco minutos ouvindo música. Os pesquisadores então monitoraram as alterações nos níveis de dor e ansiedade relatados pelos participantes em diferentes momentos: imediatamente após a sessão de cinco minutos, duas semanas depois e novamente seis semanas após a intervenção. “Foi muito bem recebido”, afirmou Katherine Jacobson, médica e professora assistente de medicina familiar e comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, em entrevista à Fox News Digital. Ela destacou que 97% dos participantes afirmaram se sentir “neutros ou favoráveis” à oferta desse tipo de oração como parte de suas consultas médicas. O estudo, publicado no periódico The Annals of Family Medicine, mostrou que, embora ambos os grupos tenham apresentado melhora, os participantes que receberam oração relataram um alívio significativamente maior. ‘Curar e confortar’ Bradley, que não integrou a equipe do estudo, descreveu o poder transformador da oração por meio de sua capacidade de “curar e confortar” e mencionou que ele próprio enfrentou um longo e doloroso processo de recuperação. “A oração diária foi essencial no meu processo de cura”, disse ele. Paciente afirmou que “a oração diária foi essencial no meu processo de cura”. (Foto ilustrativa: Aleksandra Sapozhnikova / unsplash) Para a redução da dor, os participantes que receberam oração presencial apresentaram quedas mais acentuadas na intensidade do desconforto imediatamente após a intervenção. Esse efeito superior permaneceu evidente no acompanhamento realizado duas semanas depois, em comparação com o grupo que ouviu música, segundo os pesquisadores. Para a redução da ansiedade, os efeitos da oração se mostraram ainda mais duradouros. Queda em níveis de ansiedade Os participantes que receberam a intervenção presencial relataram quedas significativamente maiores nos níveis de ansiedade logo após a sessão, e esses benefícios permaneceram estatisticamente relevantes tanto no acompanhamento de duas semanas quanto no de seis semanas. “Esperávamos que os pacientes que acreditavam que a oração funcionaria se beneficiassem mais, mas não foi isso que constatamos”, afirmou Jacobson. “A afiliação religiosa, a intensidade da religiosidade e a expectativa de cura não previram quem apresentaria melhora”, acrescentou. “Os benefícios apareceram em uma ampla gama de pacientes, incluindo aqueles que não eram da fé cristã e aqueles que não esperavam que a intervenção os ajudasse.” Os pesquisadores reconheceram que o estudo apresenta algumas limitações. Entre elas, está o fato de não ser possível afirmar com certeza que foi a oração, especificamente, a responsável pelas melhorias observadas. Imposição das mãos A equipe também apontou que os participantes que receberam oração tiveram interação humana direta, enquanto o grupo que apenas ouviu música não teve esse mesmo tipo de contato – um fator que pode ter influenciado os resultados, segundo os pesquisadores. O contato visual e a leve imposição das mãos por parte dos voluntários pode ter influenciado os resultados, já que esse tipo de toque é amplamente reconhecido por ajudar a reduzir a dor. Os autores esperam realizar estudos futuros com um grupo de controle que receba contato interpessoal, mas não orações. “Para médicos e sistemas de saúde, o estudo reforça a importância de continuar perguntando aos pacientes sobre suas preferências em relação a cuidados espirituais como parte de um atendimento integral, além de considerar a integração de voluntários cristãos treinados em oração em ambientes ambulatoriais para aqueles que tiverem interesse”, afirmou Jacobson. Os pesquisadores também sugerem que o PIP pode funcionar como um complemento de baixo custo, não farmacológico e potencialmente eficaz ao tratamento médico padrão. Os autores afirmam que, em vez de substituir os tratamentos tradicionais, esse tipo de intervenção breve e baseada na fé poderia ser incorporado aos serviços de atenção primária para auxiliar no manejo da dor e da ansiedade.
Câmara aprova PEC que prevê menos impostos para igrejas e suas entidades sociais
Na quinta-feira (28), a Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê que igrejas e templos paguem menos impostos. A votação aconteceu em dois turnos, No primeiro, 385 deputados votaram favoráveis, 93 contrários e sete se abstiveram. No segundo turno, 368 votaram a favor da proposta, 96 contra e sete se abstiveram. Hoje, a imunidade de impostos federais, estaduais e municipais já é garantida para instituições religiosas sobre patrimônio e renda, incluindo suas organizações sociais e beneficentes. Por exemplo, as igrejas são isentas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto de Renda (IR), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Itens usados nas atividades dos templos A PEC inclui na isenção itens de consumo necessários à implantação, manutenção e funcionamento dos templos. Conforme os deputados da Câmara, isso permitiria que as igrejas não paguem impostos sobre a compra de cimentos, tijolos, tintas e outros produtos usados para reformar igrejas, além de microfones, carros, e outros itens usados nas atividades dos templos. De acordo com a PEC, a isenção tributária também será ampliada à compra de itens e serviços voltados para o funcionamento de creches, asilos, orfanatos, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários e conventos ligados a igrejas. “Ficou faltando a imunidade sobre o consumo de bens e serviços. É coisa da atividade de igreja ou prestação de serviços. É só isso que queremos. Que a imunidade prevista ocorra na prática. A imunidade já tem sobre a renda, o patrimônio e agora queremos sobre o consumo”, explicou o deputado Marcelo Crivella (Republicanos), autor da PEC. “Ao estender a imunidade, o Congresso Nacional reconhece o papel civilizatório, social e educacional insubstituível que as igrejas, comunidades terapêuticas, creches, asilos e santuários desempenham no Brasil”, ressaltou. Agora, o texto segue para a avaliação do Senado. “O que se quer com essa PEC é corrigir distorções tributárias. Todas as religiões trazem suas contribuições sociais”, declarou o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL. As bancadas do PT, PCdoB, PV, Psol e Rede votaram contra a PEC, alegando que a proposta cria privilégios e não prevê medidas de fiscalização e transparência.
Número de abortos atinge recorde na Escócia; mais de 18 mil bebês foram mortos em 2025
A Escócia registrou mais um recorde histórico no número de abortos em 2025. Segundo dados divulgados recentemente pela Public Health Scotland, 18.783 abortos foram realizados no ano passado. O número representa um aumento de 55% em relação ao ano de 2016, quando 12.135 gestações foram interrompidas. Em 2025, a taxa de aborto entre mulheres de 15 a 44 anos foi de 17,6 por 1.000, maior que a taxa de 2016 que foi de 11,9. Um dos fatores que contribuíram para o recorde no número de abortos na Escócia foi o aumento da prática do aborto domiciliar, onde mulheres podem adquirir pílulas abortivas sem precisar passar por uma consulta presencial. Leis de aborto mais extremas do mundo Medidas pró-aborto avançaram no país nos últimos anos. Através de revisão da lei do aborto, o ex-primeiro-ministro Humza Yousaf, recomendou que o aborto fosse permitido por qualquer motivo até as 24 semanas. A organização pró-vida Right to Life UK criticou a ação e alertou que se a recomendação fosse implementada, a Escócia teria “uma das leis de aborto mais extremas do mundo”. A Right to Life UK ainda destacou que as leis de “zona de acesso seguro” do aborto na Escócia são mais extremas do que na Inglaterra. Em setembro de 2024, a Escócia implementou a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), determinando “zonas de proteção” obrigatórias de 200 metros ao redor das clínicas de aborto – a maior distância mínima já adotada globalmente para esse tipo de área. Essas zonas proíbem qualquer tipo de protesto ou interação com mulheres que buscam serviços de aborto, incluindo orações silenciosas, exibição de cartazes e conversas audíveis, mesmo em residências particulares ou nas proximidades de igrejas dentro dos limites estabelecidos. Indivíduos condenados por violação podem receber uma multa de até £ 10.000 (cerca de R$ 76.300) por infrações sumárias ou enfrentar uma penalidade financeira ilimitada após a acusação. A legislação autoriza o governo escocês a expandir ainda mais as zonas de proteção, conforme sua decisão.
Político chama evangelistas de vigaristas e pede proibição de pregação no metrô de Madri
Um deputado espanhol pediu uma ação contra evangelistas que pregam Jesus no metrô de Madri, capital da Espanha. No dia 14 de maio, na Assembleia Legislativa de Madri, Emilio Delgado atacou os pregadores, chamando eles de “vigaristas e golpistas” que incomodam os passageiros. “Na comunidade de Madri temos visto há muito tempo uma força religiosa particularmente agressiva se mobilizar, intimamente ligada ao movimento MAGA (Make America Great Again) e a Donald Trump. Estou falando dos evangélicos pentecostais, ultraconservadores em questões sociais, ultra-liberais em questões econômicas”, afirmou ele. O parlamentar, do partido progressista Más Madrid, alegou estar preocupado com “esta seita” e disse que “o transporte público de Madri está sendo utilizado para promover os eventos desses golpistas” que “afirmam realizar milagres, fazer cegos enxergarem, fazer aleijados andarem e fazer as pessoas falarem línguas mortas”. Segundo Emilio, a pregação está causando uma “deterioração da convivência” no transporte público e os evangélicos “entram nos vagões para importunar e sequestrar as pessoas”. O deputado ainda pediu à presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, que faça uma mudança nos regulamentos do metrô para proibir a evangelização. Desconfortáveis com o cristianismo Jorge Rodrigo – o Ministro da Habitação, Transportes e Infraestrutura – respondeu a Emilio Delgado, informando que já existem normas contra comportamentos que perturbem a convivência no metrô. O ministro afirmou que o deputado só estava incomodado com a situação porque envolvia cristãos. “Tomamos medidas contra a venda ambulante ilegal, contra perturbações da ordem pública, contra quem infringe as regras, e também contra certos pregadores que incomodam os viajantes. Mas vocês não trouxeram essa questão aqui por causa do barulho e da necessidade de convivência pacífica. Vocês a trouxeram à tona, insisto, porque são cristãos”, declarou Jorge. Ele acrescentou que, se os evangelistas estivessem espalhando “propaganda comunista ou pregando as virtudes da revolução boliviana, Más Madrid ficaria em silêncio”. “Vocês se sentem desconfortáveis com o cristianismo porque ele representa justamente o oposto do seu projeto político”, ressaltou. Crescimento de igrejas na Espanha Nos últimos anos, o número de igrejas evangélicas cresceu na Espanha. Segundo um relatório do Observatório do Pluralismo Religioso, divulgado em 2025, o número de templos evangélicos chegou a 4.763 – um sinal claro de crescimento entre as minorias religiosas espanholas. Entre as regiões com maior número de igrejas evangélicas, Catalunha lidera o ranking, com 1.010 locais de culto, seguida por Madri (855), Andaluzia (744) e a Comunidade Valenciana (510).
Advogada que defendeu cristãos perseguidos é presa no Irã
Uma advogada que defendeu cristãos perseguidos foi presa recentemente, no Irã, após ser acusada de “agir contra a segurança nacional”. Segundo o Article 18, Bahar Sahraian foi detida em 16 de maio enquanto trabalhava em seus casos no Tribunal Revolucionário de Shiraz, na cidade de Shiraz. Naquele dia, Bahar foi levada ao escritório do promotor e acusada de “reunião e conluio para agir contra a segurança nacional”, “atividades de propaganda contra o sistema islâmico” e “publicação de falsidades”. Em seguida, a advogada foi enviada para a prisão de Adel Abad. Bahar fez a defesa jurídica de vários presos políticos, incluindo cristãos perseguidos no Irã. Defendendo a liberdade religiosa Ela representou o casal cristão Sam Khosravi e Maryam Falahi, cuja filha adotiva, Lydia, foi ordenada por um tribunal a ser retirada de seus cuidados porque eles haviam se convertido ao cristianismo e Lydia era considerada nascida muçulmana. Bahar conseguiu reverter a situação através de um decreto da mais alta autoridade islâmica xiita no Irã declarando que, devido à “natureza crítica” do caso, à má saúde da criança e ao apego emocional indiscutível com seus pais, a adoção de Lydia por convertidos cristãos era permitida. A advogada também defendeu o casal cristão Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, que foram condenados a um total combinado de 10 anos de prisão por abrir uma igreja doméstica no Irã. A família Bet-Tamraz, que foi condenada por participar de uma igreja doméstica, e ex-muçulmanos que se converteram e enfrentaram acusações de “apostasia” também foram defendidos por Bahar. Ela já havia enfrentado a repressão do regime islâmico em 2022, quando foi presa junto com mais outros 30 advogados durante os protestos que explodiram após a morte de Mahsa Amini – uma jovem de 22 anos assassinada porque “estava usando seu hijab meio frouxo”. Em janeiro deste ano, Shima Ghosheh, outra advogada que defendeu cristãos, foi presa no Irã. Ela foi libertada sob fiança de quase 40.000 dólares, em março. Perseguição no Irã O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica). Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Quando Tudo Desaba, Deus Levanta
Base bíblica: Isaías 40:31 “Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” Há momentos em que a vida parece desmoronar. Projetos fracassam, relacionamentos se rompem, a saúde vacila, e até a fé parece tremer. Nessas horas, é fácil cair no desespero ou acreditar que Deus nos abandonou. Mas a Palavra nos lembra de uma verdade eterna: Deus se revela com mais força justamente quando estamos mais fracos. A águia, citada por Isaías, só voa alto depois de passar pelo vale, onde aprende a depender das correntes de ar — e não apenas de suas asas. Assim somos nós. Deus não promete ausência de tempestades, mas renovação no meio delas. Ele não nos pede que tenhamos todas as respostas, apenas que esperemos nEle — não com passividade, mas com fé ativa, confiando que Ele está operando, mesmo quando não vemos. Se hoje você se sente exausto, lembre-se: Deus não terminou sua história. Ele está preparando suas asas para um novo voo. Espere. Confie. E levante os olhos — o céu ainda é seu destino.
O Silêncio de Deus Não é Abandono
Base bíblica: Salmo 46:10 “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus…” Muitos crentes vivem angustiados quando Deus parece calado. Oremos, clamamos, jejuamos — e nada. O silêncio de Deus, no entanto, não é indiferença. Muitas vezes, é um convite à intimidade. No silêncio, aprendemos a ouvir além das circunstâncias. No silêncio, nossa fé é testada não pelo que vemos, mas pelo que cremos. No silêncio, Deus nos leva a um lugar onde Ele, e só Ele, é suficiente. Lembre-se de Jesus no Getsêmani: clamou com suor como gotas de sangue, mas o céu ficou em silêncio. E foi nesse silêncio que a redenção do mundo foi selada. O silêncio de Deus muitas vezes precede Seu milagre mais glorioso. Portanto, não tema o silêncio. Nele, Deus está moldando seu caráter, fortalecendo sua confiança e preparando o caminho. Aqueça seu coração com esta verdade: Deus está contigo — mesmo quando não fala, Ele está agindo.