Milhares de cristãos de diversas regiões do Reino Unido participaram, no sábado (16), de uma grande mobilização em Londres marcada por orações, momentos de adoração e manifestações públicas de fé em Jesus Cristo. O evento ocorreu durante a marcha “Unite the Kingdom” (Unir o Reino, em português), organizada pelo ativista cristão Tommy Robinson, que relatou sua conversão ao cristianismo após um período na prisão em 2024, em meio a protestos anti-imigração. Em meio ao forte apelo ao cristianismo como base cultural britânica – que, segundo Robinson, estaria ameaçada pelo avanço de culturas religiosas imigrantes, como o islamismo – a marcha assumiu um tom de defesa identitária. — Tommy Robinson 🇬🇧 (@TRobinsonNewEra) May 18, 2026 O grupo, que caminhou da avenida Kingsway até as proximidades do Parlamento, protestou contra a política migratória, a insegurança pública e o que considera ameaças à liberdade de expressão. A marcha tem sido apresentada como uma demonstração em defesa da “unidade nacional, da liberdade de expressão e dos valores cristãos”. Segundo o The Guardian, o encontro também exibiu forte iconografia cristã, como cruzes, e a multidão foi convidada a recitar a oração do Senhor. Mensagens cristãs A marcha reuniu líderes religiosos, pregadores e apoiadores vindos de várias partes do país. Entre os participantes estava o pastor Rikki Doolan, líder da Good News Church, conhecido por sua atuação evangelística nas ruas do Reino Unido. Ao lado de outros cristãos, ele participou de momentos de intercessão pela nação, leitura pública da Bíblia e declarações sobre a necessidade de renovação espiritual no país. Relatos compartilhados nas redes sociais e em portais britânicos mostram muitos participantes carregando cruzes, bandeiras do Reino Unido e faixas com mensagens cristãs, enquanto grupos entoavam louvores pelas ruas da capital. Os organizadores afirmaram que o encontro teve caráter pacífico e representou uma demonstração pública de que a Igreja britânica “não ficará em silêncio” diante das transformações culturais e espirituais em curso no país. Durante o ato, orações foram feitas pelo governo britânico, pelas famílias e pelo futuro espiritual da nação. ‘Cristo é Rei’ A mobilização também chamou atenção pelo forte uso de símbolos cristãos. Em vários momentos, multidões foram vistas recitando o Pai-Nosso e proclamando frases como “Christ is King” (“Cristo é Rei”). A presença explícita da fé cristã se tornou um dos aspectos mais comentados do evento, inclusive pela imprensa britânica. Embora o evento tenha sido alvo de críticas por sua associação com Tommy Robinson – figura controversa no cenário político britânico – muitos dos participantes cristãos enfatizaram que estavam ali sobretudo para defender publicamente sua fé e expressar preocupação com o futuro espiritual do Reino Unido. Nos últimos meses, Robinson tem intensificado discursos associados ao cristianismo e promovido eventos marcados por uma combinação de linguagem política e religiosa. Estações de escuta O encontro, que reuniu cerca de 60.000 participantes, ocorreu em meio a um grande esquema de segurança montado pela polícia londrina, que acompanhava simultaneamente manifestações pró-Palestina e outros atos públicos na cidade. Grupos cristãos se uniram para montar “estações de escuta” durante as manifestações, criando espaços de diálogo com pessoas de todos os lados envolvidos nos protestos. No evento, organizadores das iniciativas Better Story, Red Letter Christians e Christians Against the Far Right afirmaram que buscavam dialogar tanto com os manifestantes quanto com aqueles afetados pelos atos, ressaltando o compromisso com a escuta em vez do confronto. Tommy Sharpe, cofundador da Better Story, disse: “Em todo o país, temos muito mais que nos une do que nos divide. Nós montamos estações de escuta hoje para tentar encontrar as áreas de terreno comum que nos unem.” Apesar de registros isolados de detenções relacionados ao evento, as autoridades classificaram o dia como majoritariamente pacífico.
Organizações cristãs atuaram durante debate que levou Senado francês a barrar eutanásia
O debate sobre a legalização da eutanásia e do suicídio assistido na França ganhou um novo capítulo nesta semana, marcado não apenas pela rejeição do Senado ao artigo central do projeto de lei, mas também pela mobilização crescente de organizações cristãs que tentam influenciar o rumo da votação. Por 151 votos a 118, os senadores derrubaram, na segunda-feira (12), o dispositivo que definiria em quais condições a assistência para morrer poderia ser autorizada. Segundo analistas da mídia francesa, a decisão que rejeitou o Artigo 2 fragiliza o texto, que ainda enfrenta a análise de cerca de 700 emendas. Apesar disso, a Casa aprovou, por 325 votos a 18, a parte que reforça o acesso aos cuidados paliativos. Isso ocorre após duas votações favoráveis na Assembleia Nacional e uma no próprio Senado, que anteriormente havia rejeitado o texto. Pressão cristã ganha força nacional Enquanto o Parlamento debate, grupos cristãos – evangélicos e católicos – intensificam esforços para barrar a legalização. O Comitê Protestante Evangélico pela Dignidade Humana (CPDH), em parceria com quatro organizações católicas, lançou a campanha “A eutanásia é abandono”, que busca mobilizar cidadãos a contatar seus parlamentares. A iniciativa oferece modelos de cartas, argumentos e materiais de apoio, incentivando especialmente cristãos a alertar deputados e senadores sobre os riscos que veem na proposta. “O Parlamento está se preparando para votar uma lei que mudará profundamente a forma como cuidamos dos mais vulneráveis”, dizem as organizações. “Por trás da palavra ‘dignidade’, existem pessoas reais. Sua voz importa, porque cuidar, apoiar e proteger as pessoas é melhor do que administrar a morte”, acrescentam. Romain Choisnet, diretor de comunicação do Conselho Nacional de Evangélicos da França (CNEF), manifestou apoio público à campanha nas redes sociais. Ele afirmou que o CNEF “também acredita que a Bíblia chama todos os cristãos a demonstrarem compaixão por aqueles que sofrem e a aliviarem seu sofrimento”. Euthanasie : 5 associations lancent une mobilisation citoyenne d’envergureLe CNEF considère également que « la Bible invite tous les chrétiens à la compassion envers celui qui souffre et au soulagement de ses souffrances ».RdP @allianceVITA https://t.co/r82gUdB2Sy — Romain CHOISNET (@comcnef) May 11, 2026 Para essas entidades, permitir a morte assistida antes de garantir cuidados adequados representa uma renúncia da responsabilidade social e ameaça valores como a fraternidade, considerados pilares da República Francesa. Próximos passos legislativos O governo pretende aprovar o texto antes do recesso de verão, mas enfrenta divergências profundas entre as duas Casas. A Assembleia Nacional deve retomar a análise em início de junho, seguida por nova leitura no Senado e uma votação final prevista para julho. Enquanto isso, a pressão cristã promete continuar – e possivelmente crescer – à medida que o debate avança e o país se aproxima de uma decisão histórica sobre o fim da vida.
STF barra lei que autorizava pais a impedir filhos em aulas sobre identidade de gênero
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a Lei 12.479/2025, do Espírito Santo, que autorizava pais e responsáveis a impedir a participação dos filhos em atividades escolares relacionadas à identidade de gênero, orientação sexual e diversidade sexual. A maioria da Corte considerou a norma inconstitucional por entender que ela invadia competência exclusiva da União sobre diretrizes da educação nacional. O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte e terminou com placar de 8 votos a 2. Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram pela manutenção da legislação capixaba. Ideologia A ação foi apresentada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH), que alegaram que a lei afrontava princípios constitucionais e criava uma espécie de censura pedagógica ao permitir que pais retirassem alunos de conteúdos obrigatórios por discordância moral ou ideológica. Relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o Espírito Santo extrapolou os limites constitucionais ao criar regras específicas sobre conteúdos pedagógicos já disciplinados pela legislação federal. Segundo ela, a Constituição permite aos estados apenas complementar normas nacionais em situações locais específicas. Em seu voto, a ministra também sustentou que a norma feria princípios como dignidade da pessoa humana, igualdade, pluralismo pedagógico e liberdade de expressão. Para Cármen Lúcia, impedir que o Estado trate de temas ligados a gênero e sexualidade representaria restrição indevida ao debate educacional. Seu voto foi acompanhado por Luiz Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Luiz Fux. Ressalvas e divergências A lei havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo e determinava que escolas públicas e privadas informassem previamente os pais sobre atividades pedagógicas relacionadas a gênero e orientação sexual. O texto também previa que a vontade dos responsáveis deveria ser respeitada, sob pena de responsabilização civil e penal das instituições de ensino. Durante o julgamento, alguns ministros apresentaram ressalvas. Cristiano Zanin, por exemplo, acompanhou a relatora, mas destacou que conteúdos relacionados a gênero e sexualidade devem respeitar a faixa etária e o desenvolvimento emocional dos estudantes. Já André Mendonça divergiu da maioria ao defender que a lei não tratava diretamente das diretrizes da educação nacional, mas da proteção à infância e do direito das famílias de participar das decisões morais e educacionais envolvendo os filhos. O ministro afirmou que a norma “induz uma maior interação entre a família e a escola, que devem somar informações e impressões acerca do nível de desenvolvimento verificado em relação a cada criança, dotadas que são de idiossincrasias únicas e particulares, para tomada de decisão que impacta, indubitavelmente, na formação de suas próprias personalidades”. A decisão reforça entendimentos recentes do STF em casos semelhantes. Em julgamentos anteriores, a Corte já havia invalidado leis municipais que proibiam o uso de termos como “gênero” e “orientação sexual” em materiais pedagógicos da rede pública de ensino.
Investigação revela que Hamas usou violência sexual como arma no ataque de 7 de outubro
Na última terça-feira (12), uma comissão civil independente de Israel divulgou um relatório de 300 páginas que acusa o Hamas e outros grupos terroristas palestinos de praticarem violência sexual de forma “sistemática e generalizada” nos ataques de 7 de outubro de 2023 e também contra reféns mantidos em Gaza. Segundo a BBC, a investigação afirma que estupros, agressões sexuais e mutilações teriam sido usados como “instrumentos de terror” para “maximizar dor e sofrimento” das vítimas. O documento é considerado a apuração mais detalhada já publicada sobre as denúncias de violência sexual relacionadas ao ataque liderado pelo Hamas, que matou cerca de 1,2 mil pessoas em Israel e resultou no sequestro de aproximadamente 250 reféns. Para produzir o relatório, a investigação reuniu 430 entrevistas gravadas com sobreviventes e testemunhas, mais de 10 mil fotos e vídeos — incluindo registros feitos pelos próprios terroristas, além de documentos oficiais e materiais recolhidos nos locais atacados. Conforme a comissão, houve um padrão recorrente de violência sexual em diferentes locais, como o festival de música Nova, kibutzim e bases militares israelenses invadidas. Testemunhas relataram estupros coletivos, mutilações e corpos de mulheres encontrados sem roupas íntimas. Provas reunidas Além disso, o relatório revelou que muitas vítimas foram executadas logo após os abusos, frequentemente com tiros na cabeça. Um sobrevivente do festival Nova contou que foi tratado como uma “boneca sexual” pelos terroristas. Mais de 370 pessoas morreram no local, um dos pontos mais atingidos do ataque. A investigação também concluiu que abusos sexuais continuaram acontecendo contra reféns mantidos em Gaza, atingindo homens e mulheres que permaneceram em cativeiro por longos períodos. O documento descreve os casos como uma “instrumentalização da violência sexual” por parte dos terroristas palestinos. Alguns ex-reféns, como Amit Soussana, Arbel Yehud, Romi Gonen, Rom Braslavski e Guy Gilbol Dalal, já haviam relatado publicamente episódios de abuso sexual. Já outras vítimas preferiram falar apenas com médicos, terapeutas e investigadores. Entre as novas denúncias apresentadas no relatório está o caso de dois parentes jovens que teriam sido obrigados pelos sequestradores a praticar atos sexuais um com o outro. Para os autores do documento, o episódio faz parte de “um padrão distinto de violência direcionada a familiares e de exploração das relações familiares como instrumentos de terror”. A comissão concluiu que os atos descritos podem ser considerados “crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e atos genocidas segundo o direito internacional”. As provas reunidas foram armazenadas de forma segura e poderão ser usadas em futuras investigações e ações judiciais. ‘O sofrimento não pode ser esquecido’ Apesar das evidências, o Hamas continua negando as acusações de violência sexual durante os ataques e no período de cativeiro em Gaza. Contudo, uma investigação anterior conduzida por uma representante especial da ONU para Violência Sexual em Conflitos afirmou existir “fundamento razoável” para acreditar que ocorreram crimes sexuais, incluindo estupros coletivos, durante os ataques de 7 de outubro. Os autores do novo relatório destacaram que seguiram protocolos rigorosos de verificação e não utilizaram depoimentos obtidos em interrogatórios de palestinos presos por Israel, buscando manter a independência da investigação. A comissão também informou que enfrentou dificuldades na coleta de provas, já que parte importante das evidências forenses teria sido perdida nos primeiros dias após os ataques, devido à rápida atuação das equipes de resgate e emergência nos locais atingidos. Além de servir como base para possíveis processos judiciais, o grupo observou que o relatório também busca manter um registro histórico sobre os acontecimentos de 7 de outubro. De acordo com os autores, muitas vítimas de violência sexual morreram durante os ataques e outras continuam profundamente traumatizadas, tornando essencial “garantir que o sofrimento vivido por elas não seja negado, apagado ou esquecido”.
Seca no rio Eufrates levanta debate sobre profecia bíblica do fim dos tempos
A redução drástica do nível do rio Eufrates, um dos cursos d’água mais importantes da história da humanidade e citado diretamente na Bíblia, voltou a despertar debates sobre profecias relacionadas ao fim dos tempos e à batalha do Armagedom descrita no livro do Apocalipse. Com cerca de 2.900 quilômetros de extensão, o Eufrates atravessa a Turquia, Síria e Iraque e faz parte da chamada “Crescente Fértil” – região conhecida como o “berço da civilização” –, antes de encontrar o rio Tigre e desaguar no Golfo Pérsico. Nos últimos anos, porém, o rio vem sofrendo uma queda histórica no volume de água devido às secas prolongadas, mudanças climáticas e exploração excessiva de recursos hídricos. Segundo o New York Post, autoridades do Iraque alertam que o Eufrates pode praticamente secar até 2040 caso medidas emergenciais não sejam tomadas. Dados de satélite indicam que o rio Eufrates perdeu mais de 140 km³ de água desde 2003. Biblical Armageddon prophecy begins to unfold?Satellite data confirms the river Euphrates has lost 140+ cubic km of water since 2003 and may be gone by 2040Book of Revelation says dry Euphrates opens the way for final battle — Armageddon pic.twitter.com/BfCqA3OV75 — RT (@RT_com) May 13, 2026 Livro de Apocalipse O volume das águas do rio tem diminuído em ritmo alarmante, despertando novos temores entre cristãos que acompanham sinais proféticos ligados ao livro do Apocalipse e acreditam que eles possam estar se cumprindo em tempo real. Em Apocalipse 16:12, o texto afirma: “O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente.” Para muitos estudiosos da escatologia cristã, a passagem estaria relacionada aos acontecimentos que antecedem o Armagedom – batalha mencionada em Apocalipse 16:16 como um confronto final entre as forças do bem e do mal antes da segunda vinda de Cristo. A interpretação mais difundida entre grupos pré-milenistas é que o secamento do Eufrates abriria passagem para exércitos vindos do Oriente Médio e da Ásia rumo ao cenário da batalha final descrita na profecia bíblica. Além do Apocalipse, o rio também aparece no Antigo Testamento. Em Jeremias 50:38, há uma referência a um tempo de seca sobre suas águas: “Uma seca virá sobre as suas águas, e elas secarão”. Relatório da NASA Apesar das interpretações proféticas, especialistas afirmam que a crise atual possui causas ambientais e geopolíticas bem definidas. Um relatório da NASA já havia apontado perda gigantesca de água doce nas bacias dos rios Tigre e Eufrates entre 2003 e 2009, causada principalmente pela retirada intensa de água subterrânea e pelas mudanças climáticas. E especialistas alertam que a situação pode piorar ainda mais. Autoridades do Ministério de Recursos Hídricos do Iraque alertam que o rio Eufrates poderá secar até 2040 caso medidas urgentes não sejam adotadas. Rio Eufrates, que atravessa Turquia, Síria e Iraque, encolhe em ritmo preocupante, alimentando temores apocalípticos. (Foto: Esri) O cenário já afeta milhões de pessoas com escassez de água, perdas agrícolas e aumento de doenças relacionadas à contaminação hídrica. “Diarreia, catapora, sarampo, febre tifoide e cólera estão se espalhando pelo Iraque devido à crise hídrica, e o governo já não fornece vacinas à população”, afirmou Naseer Baqar, ativista climático e coordenador de campo da Associação de Protetores do Rio Tigre, ao BJM, segundo o jornal The Mirror. Para alguns cristãos, a redução drástica do rio vai além de uma tragédia ambiental: ela representa um sinal profético de alerta de que os acontecimentos descritos na Bíblia podem estar se aproximando. Jardim do Éden Enquanto o rio Eufrates continua perdendo volume de água diante dos olhos do mundo, outra teoria curiosa voltou a chamar atenção nos debates sobre geografia bíblica. No ano passado, uma hipótese repercutiu internacionalmente ao sugerir que o Jardim do Éden talvez não estivesse localizado na antiga Mesopotâmia – região correspondente ao atual Iraque, como tradicionalmente se acredita –, mas no Egito, possivelmente nas proximidades da Grande Pirâmide de Gizé. A teoria, publicada na revista “Archaeological Discovery” pelo engenheiro de computação Dr. Konstantin Borisov, sustenta que o rio descrito no Jardim do Éden – mencionado em Gênesis como dividido em quatro braços – poderia estar relacionado não apenas ao Tigre e ao Eufrates, mas também ao Nilo e ao rio Indo. “Ao examinar um mapa datado de aproximadamente 500 a.C., torna-se evidente que os únicos quatro rios que emergem do oceano circundante são o Nilo, o Tigre, o Eufrates e o Indo”, escreveu Borisov. Árvore da Vida O pesquisador foi além e sugeriu que a própria Grande Pirâmide do Egito poderia ter relação simbólica com a “Árvore da Vida” descrita no Éden. Segundo ele, simulações da estrutura interna da pirâmide revelariam padrões semelhantes a ramificações de árvores e até emissões luminosas em tons de verde e roxo. Borisov também citou escritos antigos e mapas medievais – como o Hereford Mappa Mundi e registros do historiador Flávio Josefo – para sustentar uma releitura mais ampla da geografia bíblica. De acordo com sua interpretação, a localização tradicional do Jardim do Éden na região do atual Iraque talvez não explique completamente a narrativa descrita em Gênesis. “Neste ponto, todos os rios mencionados na Bíblia já teriam sido identificados, e talvez baste seguir o curso do rio Oceano ao redor do planeta para determinar a localização do Éden”, escreveu o pesquisador. Apesar disso, o próprio Borisov reconheceu que ainda existe uma questão sem resposta: o trajeto exato desse rio descrito na narrativa bíblica.
Orações fazem parte das celebrações pelos 250 anos dos EUA: Uma nação sob Deus
Enquanto os EUA se preparam para celebrar os 250 anos da independência da nação, líderes cristãos têm convocado o país para um período especial de oração. O evangelista Franklin Graham anunciou uma mobilização de 50 dias de intercessão, entre 15 de maio e 4 de julho, envolvendo pastores de todos os estados americanos. “Enquanto nos preparamos para celebrar o 250º aniversário da nossa nação, estou convocando 50 dias de oração”, declarou Graham. Segundo ele, um pastor de cada estado liderará orações diárias ao meio-dia por meio das redes sociais e do site One Nation Under God (Uma Nação Sob Deus, em tradução livre). A convocação cita o versículo bíblico: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12). A iniciativa integra uma série de ações religiosas e cívicas relacionadas ao jubileu americano, que será comemorado oficialmente em 2026. Dependência de Deus O tema da oração também esteve presente na 75ª edição do Dia Nacional de Oração, realizada em 7 de maio, em Washington, reunindo autoridades políticas, parlamentares e líderes cristãos em momentos de intercessão pela nação. Neste ano, o tema do evento foi “Glorifique Deus entre as nações, buscando-O em todas as gerações”, inspirado em 1 Crônicas 16:24. Durante o encontro, líderes destacaram a necessidade de unidade, arrependimento e dependência de Deus diante dos desafios enfrentados pelo país. O evento faz parte de uma tradição nacional instituída oficialmente em 1952 pelo Congresso dos EUA, que convoca os cidadãos a orarem pelo governo e pela nação. Jubileu Nacional de Oração Além das transmissões diárias de oração, organizações cristãs e autoridades americanas também têm apoiado eventos públicos ligados às comemorações dos 250 anos da independência. Entre eles está o “Rededicate 250: Jubileu Nacional de Oração, Louvor e Ação de Graças”, previsto para acontecer no domingo (17), em Washington, com momentos de oração, louvor e participação de líderes religiosos e políticos. Nos últimos meses, diferentes movimentos cristãos têm reforçado que o aniversário histórico da nação deve ser marcado não apenas por celebrações cívicas, mas também por um chamado espiritual à oração e à reflexão sobre os rumos do país. Recentemente, o país realizou uma semana de leitura da Bíblia com a participação de autoridades, celebridades, líderes religiosos e cidadãos. Cerca de 500 leitores, entre eles o presidente Donald Trump, Franklin Graham e ministros cristãos, participaram da maratona bíblica promovida como parte das comemorações pelos 250 anos dos EUA.
Mulher agride evangelista de rua e tenta impedir pregação em Londres: Me deu socos
O evangelista John Thomas foi agredido por uma mulher enquanto pregava o Evangelho nas ruas de Londres, na Inglaterra. O momento foi capturado em vídeo e compartilhado no Instagram por John no último sábado (9). O pregador estava anunciando a liberdade em Jesus em um local público quando duas mulheres atravessaram a rua e começaram a hostilizá-lo. “A liberdade só pode ser encontrada em Jesus Cristo. É o que a Bíblia diz. Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. E quem é a verdade? Jesus Cristo é a verdade”, anunciou John. Uma das mulheres mandou o cristão calar a boca e tentou tirar o microfone de sua mão, afirmando que o volume de sua caixa de som estava alto demais. “Por que está tão alto? Está alto demais. Pare de gritar”, exclamou a mulher. Em seguida, ele se aproximou de outro cristão que estava filmando a pregação e derrubou seus equipamentos. “Arrependam-se” Mesmo com a oposição, o evangelista continuou pregando. “Arrependam-se e creiam nas Boas Novas, porque o Reino dos Céus está próximo. Deus te abençoe”, disse ele às mulheres. “Arrependam-se e creiam nas Boas Novas, porque o Reino dos Céus está próximo. Pois todo aquele que crê no nome do Senhor Jesus Cristo não perecerá, mas terá a vida eterna”, acrescentou. Enfurecida, a mulher tentou pegar a caixa de som de John, mas foi impedida. Totalmente descontrolada, ela xingou o pregador com palavrões. Então, a outra mulher que estava junto atingiu o rosto de John com sua bolsa. Aos gritos, a primeira mulher mandou o evangelista parar de falar, como se estivesse muito incomodada com a mensagem. Logo depois, elas foram embora e John continuou anunciando as Boas Novas de Cristo. Pedido de desculpa Mais tarde, uma das mulheres voltou ao local e pediu desculpas ao evangelista e ao outro cristão que estava com ele. “Peço desculpas, vou pedir desculpas a você também”, disse ela. Eles aceitaram o pedido de desculpas, cumprimentaram a mulher com um aperto de mão e disseram: “Deus a abençoe!”. “Elas quebraram nossas caixas de som, nos bateram e nos deram socos, mas a Bíblia diz para abençoar aqueles que nos perseguem. Jesus disse para perdoá-los porque eles não sabem o que estão fazendo”, declarou John. E pediu: “Por favor, continuem orando por nós. Mesmo assim, ainda pregaremos a Palavra de Deus com ousadia e poder”. Pregadores de rua perseguidos O evangelista já enfrentou outros episódios de hostilidade e agressão nas ruas da Inglaterra. No ano passado, ele foi detido pela polícia com outros dois pregadores na cidade de Brighton. A pregação cristã ao ar livre tem uma tradição secular no Reino Unido e é considerada um símbolo fundamental da liberdade de expressão no país. Porém, na Inglaterra, diversos evangelistas de rua já foram hostilizados, agredidos e presos nos últimos anos.
Um ano após perda gestacional, mãe dá à luz em carro: Deus fez além do que pedimos
Uma experiência marcada por fé, oração e emoção transformou o nascimento de um bebê em um testemunho que a família considera uma resposta direta de Deus. A paraibana Larissa Lima, que deu à luz dentro do carro a caminho da maternidade em João Pessoa, afirmou que viveu o parto como o cumprimento de uma oração feita durante a gestação. Segundo o relato, a mãe contou que vinha orando para que Deus permitisse que tudo acontecesse de forma rápida e segura no momento do nascimento. Larissa lembrou que, pouco mais de um ano antes, havia enfrentado uma perda gestacional. Para ela, a chegada de Isabela aconteceu de forma ainda mais perfeita do que havia pedido a Deus. Por isso, o casal viveu o nascimento da filha mais nova com profunda gratidão, vendo o momento como resposta às orações feitas após a perda gestacional em março de 2025. “Foi resposta de oração. … Em maio deste ano, o Senhor fez mais do que a gente poderia pedir ou pensar, porque eu pedi para ele um parto tranquilo e que a minha bolsa estourasse em casa, de uma forma natural, mas não imaginei que fosse tão rápido”. Parto dentro do carro Na quinta-feira (07), pouco antes do Dia das Mães, por volta das 18h30, Larissa percebeu que a bolsa havia rompido e que as contrações estavam começando. Naquele momento, o marido, Hudsmon Ferreira, ainda não estava em casa, pois tinha saído para buscar o filho mais velho do casal na escola. Larissa conta que acreditava ter tempo suficiente para chegar à maternidade. Uma vizinha que estava com ela ajudou nos primeiros cuidados enquanto as contrações ainda eram espaçadas. Porém, por volta das 19h30, as dores ficaram muito mais fortes e contínuas, o que fez com que ela decidisse finalmente sair de casa. ‘Só conseguia agradecer a Deus’ Durante o trajeto para a maternidade, as contrações se intensificaram e não houve tempo de chegar ao hospital, fazendo com que a bebê, Isabela Lima, nascesse ainda no carro. Hudsmon contou que tudo o que passava pela cabeça dele era chegar à maternidade o mais rápido possível: “Na hora a gente nem percebe direito o que está fazendo. Foi só aquele desespero para chegar ao hospital, pedindo para o pessoal no trânsito abrir caminho. Mas a emoção foi enorme, de verdade.” A apenas uma esquina da maternidade, Larissa pediu que o marido encostasse o carro. Já na calçada, a cabeça da bebê começou a aparecer. Uma equipe de ambulância que estava próxima realizou os primeiros socorros e auxiliou no parto. “Quando a gente parou, já na calçada do hospital, ela já estava com a cabeça para fora. Ele [o pai] começou, desesperado, a chamar ajuda. Tinha uma equipe de ambulância lá que veio, segurou a cabecinha dela e disse: ‘mãe, a próxima forcinha, eu já coloco ela em cima de você’. E aí colocaram ela em cima de mim e foram chamar a equipe do hospital. Eu nem acreditei, só conseguia agradecer a Deus”, afirmou Larissa. Isabela nasceu saudável e, após o parto, mãe e filha receberam atendimento da equipe da maternidade. As duas já estão em casa.
Anel inteligente cristão promete registrar emoções e lembrar usuários de orar
O Glorify, um aplicativo de devocional, e a Confidein, uma empresa cristã de tecnologia e IA, anunciaram sua fusão, na semana passada. As duas empresas se tornaram o novo grupo “Glorify”, com o propósito de unir os mundos digital e físico para ajudar cristãos a viverem a fé no cotidiano. A nova empresa também divulgou a sua mais nova criação: O Glorify Ring, um relógio inteligente que envia versículos bíblicos e orações conforme o estado emocional do usuário. Conectado ao smartphone, o anel com Inteligência Artificial (IA) fornece lembretes diários de oração, reflexões e acesso rápido às Escrituras. Além disso, o usuário pode receber passagens bíblicas e oração feita por outros cristãos que já passaram por emoções semelhantes, criando uma corrente de oração online e anônima. O Glorify Ring realiza vibrações suaves como lembretes para oração ou reflexão, enquanto registra hábitos espirituais como consistência da intercessão. O dispositivo é à prova d’água, será disponibilizado em vários tamanhos e não será preciso fazer assinatura para as funções principais. “Escolhemos um anel por motivos muito específicos. Diferente de outros wearables, um anel não grita para o mundo. Ele sussurra só para você. Construímos um anel cristão inteligente que sente suas emoções, lembra você de orar e conecta você com aqueles que você ama quando eles mais precisam”, disse RJ Gan, cofundadora da Confidein, em um vídeo divulgado pelo Glorify. Segundo a empresa, o anel inteligente será lançado nos próximos meses e, em breve, estará disponível no Brasil. Conforme os fundadores da Glorify, o propósito do dispositivo é ajudar as pessoas a fortalecer sua fé em Deus todos os dias.
Ataque de drones russos destrói igreja evangélica na Ucrânia
A igreja evangélica Svitlo Ievangelii (“Luz do Evangelho”, em português) foi atingida e incendiada durante um ataque aéreo russo no sábado (23). O bombardeio aconteceu por volta das 16h. Os projéteis que atingiram o prédio da igreja em Balakliya, cidade com cerca de 20 mil habitantes ao sul de Kharkiv, na Ucrânia, além da destruição, provocaram incêndios. Imagens registradas por um morador local mostraram as chamas que, segundo relatos, “destruíram completamente o telhado” na véspera do culto de domingo. Segundo autoridades ucranianas de Balakliya, que se manifestaram pelo Telegram, não havia ninguém dentro da igreja no momento do ataque. “Nada é sagrado para o inimigo”, afirmaram. “Um lugar onde as pessoas vinham para orar tornou-se alvo de armas russas.” Primeira reação da igreja Em comunicado publicado em seu site, a liderança da igreja informou: “O ataque causou um incêndio de grandes proporções. O fogo destruiu completamente o telhado do prédio, várias salas importantes e causou danos significativos a todo o interior da igreja”. Pouco depois, enquanto os serviços de emergência atuavam no local, moradores e membros da igreja se reuniram em meio à comoção. Chorando, orando e se abraçando, eles acompanhavam a destruição provocada pelas chamas. A igreja, ligada à denominação evangélica Aliança Cristã e Missionária, afirmou que já havia sobrevivido à ocupação russa nos últimos anos, assim como à detenção e posterior libertação de seu pastor, Alexander Sergeevich Suffetnikov, pelas tropas russas. No dia seguinte ao ataque, domingo (24), membros da igreja e moradores da região se uniram em equipes para “remover os escombros e as estruturas queimadas, limpar as áreas restantes e salvar os bens e livros da igreja”. As instalações da igreja “Luz do Evangelho”, após o ataque russo ocorrido em 23 de maio de 2026. (Foto: Light Of The Gospel Ukraine) A igreja destacou que “ninguém ficou ferido”. “Em meio à escuridão e às ruínas, a comunidade sentiu claramente a presença de Deus”, acrescentou. Trabalho comunitário A organização Luz do Evangelho, em Balakliya, vinha desenvolvendo um amplo trabalho comunitário, oferecendo refeições quentes, abrigo em meio à guerra e assistência espiritual à população. “A igreja, que durante anos foi um centro de esperança, caridade e amor, voltou a estar na mira do inimigo. Mas nem mesmo um grande incêndio pode destruir aquilo que foi edificado sobre a rocha sólida da fé”, concluiu a liderança. O site da igreja agora disponibiliza uma opção para doações destinadas à reconstrução do local de culto. Mais edifícios destruídos Segundo fontes do governo municipal, o mesmo ataque com drones também atingiu “um bloco de apartamentos e residências particulares”. Algumas horas antes, na manhã de sábado, outro ataque de drones russos atingiu o centro da cidade, bombardeando um centro cultural, estruturas civis, um café e outras residências. Quatro pessoas ficaram feridas, com diferentes níveis de gravidade. Dezenas de igrejas atacadas Um relatório detalhado divulgado em fevereiro de 2025 concluiu que, desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, 643 locais de culto foram atacados, dos quais 176 pertenciam a comunidades protestantes ou evangélicas. Em abril de 2026, um drone russo atingiu uma igreja batista em Zaporizhzhia enquanto várias pessoas estavam reunidas no interior do templo, matando o pastor. Em março de 2025, um pai e sua filha pequena, que haviam buscado abrigo em uma igreja evangélica em Kiev, também morreram após um ataque russo à congregação.